Alckmin assina decreto para dar início à implantação de núcleo da Fiocruz em Ribeirão


 

 

O decreto que cria um grupo que estudará a implantação de um núcleo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), autarquia de inovação em saúde ligada ao governo federal, em Ribeirão Preto (SP) foi assinado pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) na última segunda-feira, 22 de maio.
  A assinatura ocorreu durante uma reunião no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, e que contou com a participação do presidente da Câmara de Ribeirão Preto, Rodrigo Simões (PDT), do prefeito Duarte Nogueira (PSDB) e outros vereadores.
Inicialmente, a unidade deverá ser instalada no Supera Parque e será voltada à pesquisa de desenvolvimento tecnológico e inovação em saúde. Os esforços dos profissionais que atuarem na unidade serão voltados para a criação de um kit diagnóstico que fornece resultados mais rápidos para doenças com ênfase em detectar o vírus da zika e chikungunya.
  A Fiocruz já havia anunciado a instalação de sua primeira unidade do Estado de São Paulo no campus da USP de Ribeirão Preto em fevereiro deste ano, mas só agora o governador assinou o decreto. O grupo que fará um estudo antes do núcleo ser implantado deverá criar a proposta da metodologia de estudo para realizar a implantação.
Além disso, eles também ficarão responsáveis pela elaboração de relatórios mensais dos trabalhos desenvolvidos e o encaminhamento de parecer final com as proposições definidas pelos participantes. A conclusão dos estudos deverá ser apresentada após três meses da data de instalação das atividades.
  Presente em 11 Estados, a Fiocruz existe há 116 anos, quando iniciou suas atividades no combate da febre amarela e da peste bubônica. A universidade em Ribeirão também anunciou este ano a criação do primeiro centro de pesquisas em substâncias derivadas da maconha, os canabinoides, do país. O laboratório deve começar a funcionar até o final de 2017 no prédio do departamento de saúde mental da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP).

Acordo de cooperação -   Além da FMRP, o acordo prevê parcerias com a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCLRP) e com o Hospital das Clínicas. A sede funciona provisoriamente na administração geral da USP até a conclusão da reforma de um prédio, dentro do campus, prevista para o final do primeiro semestre.

  Entre as pesquisas esperadas estão tecnologias para o diagnóstico de doenças como zika, dengue e febre chikungunya, além de exames eletivos para o programa Rede Cegonha, do Ministério da Saúde.
O acordo ainda prevê parcerias com empresas voltadas ao setor de saúde abrigadas no Supera, parque tecnológico de Ribeirão Preto que apoia projetos de inovação em diferentes áreas. (Fonte: G1)